



A dismenorreia é uma dor abdominal provocada pelas contracções uterinas, que surge durante a menstruação.
Denomina-se dismenorreia primária quando não se encontra nenhuma causa subjacente e dismenorreia secundária quando a causa é uma doença ginecológica. A dismenorreia primária é muito frequente e afecta mais de 50 % das mulheres; é grave em 5 % a 15 % delas. Começa, normalmente, durante a adolescência e pode ser tão intensa ao ponto de interferir na actividade quotidiana da mulher e, consequentemente, provocar absentismo escolar ou laboral. A dismenorreia primária tem tendência para diminuir de gravidade à medida que o tempo passa e depois de uma gravidez. A dismenorreia secundária é menos frequente e afecta aproximadamente 25 % das mulheres.
Crê-se que a dor da dismenorreia primária é o resultado das contracções do útero ao reduzir-se a quantidade de sangue que chega ao seu revestimento interno (endométrio). A dor só surge durante os ciclos menstruais em que é libertado um óvulo e pode piorar quando o endométrio que se desprende durante um período menstrual passa pelo colo uterino, sobretudo quando o canal cervical é estreito, como acontece, por exemplo, após um tratamento de determinadas doenças cervicais. Outros factores que podem agravar o quadro são uma má posição do útero (retroversão uterina), a falta de exercício e o stress psicológico ou social.
Uma das causas mais frequentes de dismenorreia secundária é a endometriose. Também os fibromas e a adenomiose (invasão benigna da parede muscular do útero por parte do seu revestimento interno) podem provocar este problema. A inflamação das trompas de Falópio e as ligações fibrosas anormais (aderências) entre órgãos provocam uma dor abdominal suave, vaga, contínua ou mais grave, localizada e de curta duração. Cada um destes tipos de dor piora durante a menstruação.