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Normalmente, o único tratamento necessário para a gastrenterite é a ingestão adequada de líquidos. Até uma pessoa que esteja a vomitar deve tomar pequenos goles de líquido para corrigir a desidratação, o que por sua vez pode ajudar os vómitos a pararem. Se estes se prolongarem ou o indivíduo se desidratar gravemente, pode ser necessário administrar os líquidos por via endovenosa. Dado que as crianças se desidratam com maior facilidade, devem ingerir líquidos com o equilíbrio apropriado de sais e de açúcares. Qualquer dos solutos de reidratação comercialmente disponíveis é satisfatório. No entanto, os líquidos que normalmente são administrados, como as bebidas carbonatadas, o chá, as bebidas consumidas por desportistas e os sumos de frutas, não são apropriados para as crianças com diarreia. Se os vómitos forem intensos, o médico pode administrar uma injecção ou prescrever supositórios. À medida que os sintomas melhoram, o doente pode incluir na dieta, gradualmente, comidas moles, como cereais cozinhados, bananas, arroz, compota de maçã e pão torrado. Se a modificação da dieta não interromper a diarreia depois de 12 a 24 horas e se não houver sangue nas fezes que indique uma infecção bacteriana mais importante, podem ser administrados fármacos como difenoxilato, loperamida ou subsalicilato de bismuto. Como os antibióticos podem provocar diarreia e favorecer o crescimento de organismos resistentes aos mesmos, raramente é apropriado o seu uso, mesmo no caso de ser uma bactéria conhecida que esteja a causar a gastrenterite. |