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Tratamento

Os objectivos gerais do tratamento são os seguintes: reduzir a gravidade dos sintomas psicóticos, prevenir o reaparecimento dos episódios sintomáticos e a deterioração associada do funcionamento do indivíduo e administrar um apoio que permita ao doente um funcionamento ao máximo nível possível. Os fármacos antipsicóticos, a reabilitação e as actividades com apoio comunitário e a psicoterapia são os três componentes principais do tratamento.

Os medicamentos antipsicóticos podem ser eficazes para reduzir ou eliminar sintomas como os delírios, as alucinações e o pensamento desorganizado. Uma vez que os sintomas do surto agudo tenham desaparecido, o uso continuado dos medicamentos antipsicóticos reduz substancialmente a probabilidade de episódios futuros. Infelizmente, os fármacos antipsicóticos têm efeitos adversos significativos, como sedação, rigidez muscular, tremores e aumento de peso. Estes fármacos também podem causar discinesia tardia, movimentos involuntários frequentemente dos lábios e da língua e contorções dos braços e das pernas. A discinesia tardia pode manter-se mesmo depois de se interromper a administração do fármaco. Para estes casos persistentes não existe tratamento eficaz.

Cerca de 75 % das pessoas com esquizofrenia respondem aos medicamentos antipsicóticos convencionais, como a clorpromazina, a flufenazina, o haloperidol ou a tioridazina. Mais de metade dos 25 % restantes podem responder a um fármaco antipsicótico relativamente novo chamado clozapina. Como a clozapina pode ter graves efeitos secundários, como convulsões ou depressão da medula óssea potencialmente mortal, usa-se geralmente só para os doentes que não responderam aos outros fármacos. Devem efectuar-se as contagens semanais de glóbulos brancos (leucócitos) às pessoas que tomam clozapina. Há investigações em curso para identificar novos fármacos que não tenham os efeitos secundários potencialmente graves da clozapina. A risperidona está também disponível e estão em preparação vários outros fármacos.

A reabilitação e as actividades de apoio são dirigidas para ensinar as destrezas necessárias para conviver na comunidade. Estas destrezas permitem às pessoas com esquizofrenia trabalhar, fazer compras, cuidar de si mesmas, manter uma casa e relacionar-se com outras pessoas. Embora possam ser necessárias a hospitalização durante as recaídas graves e a hospitalização forçada se o doente representar um perigo para si mesmo ou para outros, o objectivo geral é conseguir que as pessoas com esquizofrenia vivam dentro da comunidade. Para conseguir este objectivo algumas pessoas podem necessitar de viver em apartamentos vigiados ou em grupos com alguém que possa assegurar que tomam a medicamentação prescrita.

Um pequeno número de pessoas com esquizofrenia são incapazes de viver de modo independente, porque têm sintomas de irresponsabilidade grave ou porque não possuem as destrezas necessárias para viver na comunidade. Estas pessoas necessitam de uma atenção continuada num ambiente seguro com apoio.

A psicoterapia é outro aspecto importante do tratamento. Geralmente, o objectivo da psicoterapia é estabelecer uma relação de colaboração entre o doente, a família e o médico. Desse modo, o doente pode compreender e aprender a manejar a sua doença, a tomar os medicamentos antipsicóticos como lhe foram prescritos e a tratar as situações stressantes que possam agravar a doença.






  
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