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Alguns investigadores crêem que a esquizofrenia é uma perturbação isolada, enquanto outros pensam que é uma síndroma (um conjunto de sintomas baseados em numerosas doenças subjacentes). Foram propostos subtipos de esquizofrenia num esforço para classificar os doentes em grupos mais uniformes. No entanto, num mesmo doente, o subtipo pode variar ao longo do tempo. A esquizofrenia paranóide caracteriza-se por uma preocupação por delírios ou alucinações auditivas; a expressão desorganizada e as emoções inadequadas são menos marcadas. A esquizofrenia hebefrénica ou desorganizada caracteriza-se por expressão desorganizada, comportamento desorganizado e emoções diminuídas ou inapopriadas. A esquizofrenia catatónica caracteriza-se por sintomas físicos como a imobilidade, a actividade motora excessiva ou a adopção de posturas inabituais. A esquizofrenia indiferenciada caracteriza-se, muitas vezes, por sintomas de todos os grupos: delírios e alucinações, alteração do pensamento e comportamento inabitual e sintomas negativos ou por défice. Mais recentemente, classificou-se a esquizofrenia de acordo com a presença e a gravidade dos sintomas negativos ou por défice. Nas pessoas com o subtipo negativo ou deficitário de esquizofrenia são predominantes os sintomas negativos, como a frieza das emoções, a ausência de motivação e a diminuição do sentido de projecção. Nas pessoas com esquizofrenia não deficitária ou paranóide predominam os delírios e as alucinações, mas em ocasiões raras podem apresentar-se alguns sintomas negativos. No conjunto, as pessoas com esquizofrenia não deficitária tendem a ser menos gravemente incapacitadas e a responderem melhor ao tratamento. |