



|
As anfetaminas aumentam o estado de alerta (reduzem a fadiga) e a concentração, diminuem o apetite e melhoram a resistência física. Podem induzir um estado de bem-estar ou de euforia. Muitos consumidores de anfetaminas estão deprimidos e utilizam os efeitos destes estimulantes sobre o humor para aliviar temporariamente a depressão. A resistência física pode, em certo grau, melhorar temporariamente. Por exemplo, nos atletas que participam numa corrida, a diferença entre o primeiro e o segundo pode ser apenas de umas décimas de segundo e as anfetaminas podem provocar a diferença. Algumas pessoas, como os camionistas que percorrem grandes distâncias, podem usar as anfetaminas para que as ajudem a permanecer acordadas. Para além de estimular o cérebro, as anfetaminas aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Ocorreram ataques cardíacos mortais, inclusive em atletas jovens e saudáveis. A pressão arterial pode chegar a ser tão alta que rompa um vaso sanguíneo no cérebro, provocando um acidente vascular cerebral e provavelmente ocasionando paralisia e morte. A morte é mais provável quando as drogas como o MDMA são usadas em locais com temperaturas elevadas e pouca ventilação, quando o consumidor está muito activo fisicamente (por exemplo, dançando rapidamente) ou quando transpira intensamente e não bebe água suficiente para recuperar o líquido perdido. As pessoas que consomem habitualmente anfetaminas várias vezes ao dia desenvolvem rapidamente tolerância. A quantidade consumida no final pode ultrapassar em várias centenas de vezes a dose original. Com tais doses, quase todos os consumidores abusivos se tornam psicóticos, porque as anfetaminas podem causar ansiedade intensa, paranóia e uma alteração do sentido da realidade. As reacções psicóticas incluem alucinações visuais e auditivas (ver e ouvir coisas que não existem) e sentimentos de omnipotência. Embora estes efeitos possam suceder em qualquer consumidor, as pessoas com uma doença psiquiátrica, como a esquizofrenia, são mais vulneráveis. |