



|
Se a cárie se evitar antes de atingir a dentina, o esmalte repara-se espontaneamente e a mancha branca do dente desaparece. Uma vez que a cárie atinja a dentina, deve extrair-se a parte do dente com cárie e substituí-la por uma massa (restauração). O tratamento da cárie na sua fase prematura mantém a força do dente e limita a possibilidade de danos na polpa. Obturações Vários materiais utilizados para as obturações podem ser colocados na base cavitária ou à volta do dente. A amálgama de prata é a mais usada nas obturaçõs dos molares, onde a resistência é importante e a cor da prata mal se vê. A amálgama de prata é relativamente barata e dura, em média, 14 anos. A obturação de ouro (incrustações) é mais cara e requer, no mínimo, duas visitas ao estomatologista; no entanto, é mais resistente e serve para as cáries maiores. O uso dos compostos de resina e das obturações de porcelana está indicado para os dentes da frente, onde a prata seria demasiado visível. A aplicação destes compostos nos molares é cada vez mais frequente e a vantagem é a sua semelhança com a cor do dente. No entanto, são mais caros do que as amálgamas de prata e provavelmente duram menos, particularmente nos molares que estão submetidos à força da mastigação. Nas pessoas com predisposição para a cárie na área adjacente às gengivas, pode recomendar-se uma obturação derivada do vidro, também de cor semelhante ao dente, cuja propriedade é a de libertar flúor uma vez colocada no dente. Outra aplicação desta substância é nas áreas que ficam danificadas devido a uma escovagem demasiado enérgica. Tratamento da raiz e extracção de dentes Quando a cárie aprofunda o suficiente para danificar a polpa de forma permanente, o único modo de suprimir a dor é retirar a polpa através do canal da raiz (endodôncia) ou extrair o dente. Um molar tratado por endodôncia está mais bem protegido por uma capa (coroa) que abranja toda a superfície de mastigação. O método de restauração dos dentes da frente que tenham recebido tratamento da raiz está condicionado pela parte que ficar do dente. Excepcionalmente, ao fim de uma ou mais semanas a contar da endodôncia, podem aparecer febre, dor de cabeça ou então uma inflamação do maxilar, do pavimento da boca ou da garganta. Estas complicações requerem cuidados médicos. Se se extrair um dente, deve-se substituí-lo o mais cedo possível; caso contrário, os dentes próximos podem mover-se e alterar a forma da dentada. A substituição pode ser uma ponta, uma dentadura parcial fixa, que reveste com coberturas os dentes de cada lado do extraído, ou uma dentadura postiça. Também se podem fazer implantes para substituir um dente. Uma coroa é uma reconstrução que se adapta sobre um dente. Uma coroa bem moldada requer, de modo geral, duas visitas ao estomatologista, embora às vezes possa necessitar de mais. Na primeira visita, o estomatologista prepara o dente, afiando-o ligeiramente, depois faz um molde do dente e coloca uma coroa provisória sobre o mesmo. O molde serve para desenhar a coroa permanente num laboratório de prótese dentária. Na consulta seguinte, substitui-se a coroa provisória pela permanente que se cimenta no dente já preparado. As coroas são feitas, habitualmente, com uma liga de ouro ou de outro metal. A porcelana serve para dissimular a cor do metal. As coroas também podem ser feitas de porcelana, mas esta é mais dura e abrasiva do que o esmalte do dente e pode desgastar o dente oposto. Além disso, as coroas de porcelana ou de outro material semelhante são mais propensas a quebrarem-se do que as metálicas. |