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Radioterapia

A radiação destrói sobretudo as células que se dividem rapidamente. Em geral, isto significa que se trata de um cancro, mas a radiação também pode lesar os tecidos normais, especialmente aqueles em que as células se reproduzem normalmente de forma rápida, como a pele, os folículos capilares, a parede interna dos intestinos, os ovários, os testículos e a medula óssea. Definir com a máxima precisão o foco de irradiação é o que mais protege as células normais.

As células que têm uma oxigenação adequada são mais susceptíveis aos efeitos da radiação. Às células próximas do centro de um tumor muito grande, por vezes, chega pouco sangue e, portanto, pouca quantidade de oxigénio. À medida que o tumor se torna mais pequeno, as células sobreviventes parecem obter maior fornecimento de sangue, o que as torna mais vulneráveis à dose seguinte de radiação. Assim, distribuindo a radiação em doses repetidas durante um período prolongado, aumenta o efeito letal sobre as células do tumor e diminui o efeito tóxico sobre as células normais. O plano de tratamento aponta para a máxima reparação das células e tecidos normais, já que as células têm a capacidade de recuperar por si mesmas depois de terem sido expostas à radiação.

A radioterapia é levada a cabo habitualmente com um equipamento chamado acelerador linear. Os raios aplicam-se muito próximo do tumor e o grau em que os raios afectarão adversamente os tecidos normais depende do tamanho da área irradiada e da sua proximidade desses tecidos. Por exemplo, a irradiação nos tumores da cabeça ou do pescoço origina muitas vezes inflamação das membranas mucosas no nariz e na boca, causando dor e ulcerações, enquanto no estômago ou no abdómen costuma produzir inflamação do estômago (gastrite) e do intestino grosso (enterite), provocando diarreia.

A radioterapia desempenha um papel central na cura de muitos cancros, como a doença de Hodgkin, o linfoma não hodgkiniano em estádios iniciais, o cancro de células escamosas da cabeça e do pescoço, o seminoma (um cancro testicular), o cancro da próstata, o cancro da mama num estádio inicial, o cancro do pulmão de células não pequenas no estádio inicial e o meduloblastoma (um tumor do cérebro ou da espinal medula). Para os cancros primitivos da laringe e próstata, a percentagem de cura é praticamente a mesma com radioterapia e com cirurgia.

A radioterapia pode reduzir os sintomas quando um cancro não tem possibilidade de cura, como no mieloma múltiplo e nos cancros avançados da cabeça e do pescoço, do pulmão, do esófago e do estômago. Também pode aliviar os sintomas causados pelas metástases nos ossos ou no cérebro.






  
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